sábado, 6 de agosto de 2016

DELAÇÃO CONTRA TEMER FORTALECE PLEBISCITO

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Confirmada a delação de Marcelo Odebrecht, de que repassou R$ 10 milhões em ajuda eleitoral não declarada (caixa dois) ao PMDB, a pedido do vice-presidente em exercício Michel Temer, só restará ao Brasil a saída pelas urnas. Diante do imperativo de uma relegitimação da Presidência da República, a saída que ganha força é a do plebiscito sobre a antecipação das eleições presidenciais, defendida por Dilma. Este seria o caminho trilhado por um Congresso realmente empenhado em encontrar uma solução legal, legítima e estabilizadora da situação política. Fora disso,  e consumado o impeachment contra Dilma, estará o país condenado a conviver com um presidente acusado de grave crime eleitoral e rejeitado pela população, situação que promete mais instabilidade política,  maior deterioração econômica e conturbação social.

A reportagem publicada pela revista Veja, a partir do acesso a parte do acordo prévio da delação de Marcelo Odebrecht, até este momento foi tratada com discrição pelo resto da mídia, num sinal de que haverá esforço para proteger o presidente interino da mais grave ameaça à sua efetivação. O foco maior do noticiário dos jornais, neste sábado, foi dirigido para as acusações improvadas de procuradores,  de que o ex-presidente Lula teve atuação efetivada e destacada no esquema do petrolão. Mas, homologada a delação, a exposição de Temer e do PMDB será inexorável, assim como o repique da crise, que exigirá providências mais drásticas da elite política, se é que ainda temos isso.  Pois boa parte dela também será implicada pela delação de Odebrecht, o que só reforça a necessidade de uma saída legal e legítima, acompanhada de uma reforma política que represente o fim do sistema que está na origem da crise atual. Vale dizer, o do conluio entre políticos e empresas para financiar, através dos contratos com o Estado, a própria atividade político-eleitoral.

Homologada a delação e confirmada a denúncia contra Temer, que farão o juiz Sergio Moro e os procuradores? Enviarão o caso de Temer ao procurador-geral Rodrigo Janot, que seria obrigado a pedir ao STF autorização para investigá-lo.  Esta seria a via jurídica, plena de sinuosidades e válvulas de escape.  Poderá Temer ser investigado por algo ocorrido em 2014, antes, portanto, do início de seu atual mandato como vice-presidente? A resposta a esta pergunta, por exemplo, poderá inviabilizar qualquer investigação. Então, a saída não será dada pela via judicial. Exigirá uma resposta política.

Existe ainda outra porta mas está trancada e o ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, é que tem a chave. Trata-se do julgamento da ação do PSDB pedindo a cassação da chapa Dilma-Temer. A dupla condenação por uso de recursos irregulares levaria, se tal julgamento ocorresse este ano, à realização de nova eleição. Ou à realização de eleição indireta,  se ocorrer no ano que vem. Trata-se, portanto, de saída hipotética, sujeita a variáveis e interesses diversos,  e temporalmente incerta para a urgência da situação que deve ser criada a partir da homologação de tal delação.

Neste quadro, a proposta de convocação de um plebiscito, consultando a população sobre a antecipação da eleição presidencial de 2018, afigura-se como a saída mais producente.  Dilma se comprometerá com ela na Carta aos Brasileiros que divulgará em breve. A consulta poderia ser feita agora,  em outubro, no pleito municipal. Uma vez que o SIM teria, como indicam as pesquisas, o apoio da maioria absoluta dos eleitores, o Congresso estaria forçado a aprovar emenda constitucional fixando a data das eleições presidenciais para, por exemplo, janeiro próximo. O presidente eleito (ainda que para um mandato tampão de dois anos), legitimado,  teria condições de, realmente, pacificar o país, direcionar a economia para sua estabilização, negociar a reforma política imprescindível e preparar as novas eleições. Estas já seriam realizadas sob regras de um  sistema político-eleitoral saneado dos vícios que nos levaram à situação atual. Do 247.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

CONVENÇÃO DO PSB É MARCADA POR MAIOR CONVERGÊNCIA DE FORÇAS DA HISTÓRIA DE SURUBIM

A reunião partidária desta quinta (04), que homologou as candidaturas de Ana Célia e Guilherme Nóbrega como candidatos a prefeita e vice, respectivamente, entrou para a história de Surubim como a maior de todos os tempos.
Denominada Frente Popular de Surubim, a coligação reúne nove dos principais partidos; ao menos, 7 dos 11 vereadores - Arquimedes, Bomba, Fabrício Brito (Presidente da Câmara), Fred Lafayette, Lúcio Fabrício, Paulo do INSS e Véia de Aprígio; o Irmão Carlos Roberto, ex-vereador e atual suplente; e de 3 ex-prefeitos, dentre eles, o popularíssimo Dr. Flávio Nóbrega (ex-PT).
Já nas esferas estadual e federal, o grupo ainda conta com o apoio do Governador Paulo Câmara, que esteve presente no evento; do deputado estadual e atual Secretário de Agricultura e Reforma Agrária - Nilton Mota; e do deputado federal Danilo Cabral. Estes dois últimos, filhos de Surubim.
Em seu discurso, Ana Célia afirmou que, a despeito do que alguns inferem, de que a unidade formada seria apenas para garantir as eleições, o projeto vai além do pleito eleitoral.
"Não faz sentido ter unidade no grupo apenas para ganhar as eleições. Não pretendo ser ingrata. Quero governar junto com o povo e com o grupo que nos apóia, reunindo os melhores quadros disponíveis", declarou Ana Célia, diante de uma multidão eufórica.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

CONVENÇÕES DO PT E PSB AGITAM ESTA NOITE DE QUINTA


Convenções para homologação das principais chapas que disputarão a cadeira do prefeito em Surubim ocorrerão nesta quinta (04). 

O prefeito Túlio Vieira (PT) anunciou, ontem, o médico Dr. Josafá (PDT), atual vereador e membro da mesa diretora da Casa Legislativa, para vice. A decisão ocorreu de última hora, devido à espera de Vieira por nomes mais competitivos como o de Fernando Brito (PTB), irmão do atual presidente da Câmara de Vereadores, Fabrício Brito (PSB); ambos, aderiram, recentemente, ao palanque da oposição.

Pela oposição, já estavam definidos, há dois meses, os nomes de Ana Célia e Guilherme Nóbrega - os dois do PSB - para a disputa deste ano. A chapa encontra-se em forte ascensão, contando com o apoio de 8 dos 11 vereadores e dos deputados surubinenses Nilton Mota (Estadual) e Danilo Cabral (Federal).

Os petistas homologarão Túlio Vieira e Dr. Josafá na disputa, hoje, no Clube Cara & Coroa, a partir das 18h. Enquanto que os socialistas oficializarão Ana Célia e Guilherme Nóbrega, no mesmo dia, no Clube BNB, a partir das 17h.


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

NILTON MOTA CUMPRE AGENDA EM SURUBIM, NESTA SEGUNDA (01)


No final da manhã desta segunda-feira (01), o Secretário de Agricultura e Reforma Agrária do Estado de Pernambuco - Nilton Mota - participou de uma entrevista, junto com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, no programa Pop Comunidade, da Rádio Pop FM (104,9), com o radialista J. Santos. 

O secretário, que é um dos filhos ilustres de Surubim, avaliou o momento como importante para se fazer um balanço das obras hídricas  da Adutora do Agreste, que trará água de qualidade para o município de Surubim.


A agenda de Nilton Mota também incluiu uma visita, juntamente com Roberto Tavares, à Estação de Tratamento de Esgoto do município. Trata-se de uma obra estruturadora, no valor de R$ 80 milhões, que está 70% finalizada. Sua conclusão total será em setembro de 2017, o que gerará, até lá, cerca de 170 vagas de emprego.

MINISTRO CRITICA PROPOSTA DE RETIRADA DE DIREITOS TRABALHISTAS

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O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Cláudio Mascarenhas Brandão afirmou em entrevista à Central Unica dos Trabalhadores (CUT) que é totalmente contra a proposta de retirada de direitos trabalhistas, contida em projeto do governo interino de Temer. Brandão foi um dos signatários de manifesto recente em que ministros do TST condenaram o projeto de fazer a negociação entre trabalhadores e empresas valer mais do que a legislação em vigor. Esse projeto, defendido pelo governo Temer, é conhecido como “negociado sobre o legislado”. 
Cláudio Brandão, advertiu que alguns juristas defendem que o Supremo teria aberto precedente de flexibilização ao julgar caso em 2015. Segundo ele, existe um “núcleo duro” dentro do Supremo Tribunal Federal que acredita que o “negociado sobre o legislado” não é inconstitucional. Fora do STF, outros juristas pensam o mesmo.
Tais juristas usam como base para essa tese o julgamento de um recurso de trabalhadores do antigo BESC (Banco do Estado de Santa Catarina) contra negociação coletiva feita entre alguns sindicatos e associações e o próprio banco. O STF, em 2015, negou o recurso dos trabalhadores, o que teria, segundo os magistrados anti-trabalhistas, garantido constitucionalidade a negociações que retirem direitos. Do 247.